segunda-feira, 14 de outubro de 2013

VULVOVAGINITE

O QUE É VULVOVAGINITE?
Sinônimos: Inflamação da vagina, inflamação da vulva
A vulvovaginite é uma inflamação ou infecção da vulva e vagina.

CAUSAS
A vulvovaginite pode afetar mulheres de todas as idades e é extremamente comum. Pode ser causada por bactérias, fungos, vírus e outros parasitas. Algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) também podem causar a vulvovaginite, bem como diversas substâncias químicas encontradas em espumas de banho, sabonetes e perfumes. Fatores ambientais como higiene inadequada e alérgenos também podem causar a doença.
A Candida albicans, que causa infecções fúngicas, é uma das causas mais comuns da vulvovaginite em mulheres de todas as idades. O uso de antibióticos pode provocar infecções fúngicas porque destrói as bactérias antifúngicas normais encontradas na vagina. As infecções fúngicas normalmente provocam coceira genital e corrimento vaginal branco e espesso, além de outros sintomas. Para obter mais informações, consulte: Infecção vaginal por fungo
Outra causa da vulvovaginite é a vaginose bacteriana, um aumento excessivo de certos tipos de bactérias na vagina. A vaginose bacteriana pode provocar corrimento vaginal cinza e fino de odor fétido.
Uma infecção sexualmente transmissível chamada de vaginite por Trichomonas é outra causa comum. Essa infecção provoca coceira e odor vaginal, além de intenso corrimento que pode ser cinza amarelado ou verde.
Espumas de banho, sabonetes, contraceptivos vaginais, sprays femininos e perfumes podem causar irritação e erupções que coçam na área genital, enquanto roupas apertadas ou que não absorvem a transpiração às vezes causam brotoejas devido ao calor.
O tecido irritado é mais propenso a infecções que o tecido normal, e muitos organismos que causam infecções se proliferam em ambientes quentes, úmidos e escuros. Esses fatores podem contribuir para a causa da vulvovaginite e, com frequência, prolongam o período de recuperação.
A ausência de estrogênio nas mulheres após a menopausa pode resultar em secura vaginal e afinamento da pele da vagina e da vulva, o que também pode causar ou piorar a coceira ou sensação de queimação genital.
Algumas doenças de pele podem causar coceira e irritação crônica na região vulvar. Corpos estranhos, como absorventes internos perdidos, também podem causar irritação e coceira na vulva e um corrimento intenso e de cheiro forte.
A vulvovaginite não específica (quando a causa específica não é identificada) pode acontecer em qualquer idade, mas é mais comum em meninas antes da puberdade. Depois que a puberdade começa, a vagina fica mais ácida, o que ajuda a evitar infecções.
A vulvovaginite não específica pode ocorrer em meninas com higiene genital inadequada e caracteriza-se pela presença de corrimento marrom esverdeado de odor fétido e irritação na abertura da vagina e nos lábios vaginais. Essa doença é com frequência associada ao aumento excessivo de um tipo de bactéria tipicamente encontrada nas fezes. Essas bactérias algumas vezes são deslocadas do reto para a região vaginal se a limpeza após o uso do banheiro for realizada de trás para a frente.
No caso de crianças com infecções incomuns e episódios recorrentes de vulvovaginite inexplicável, deve-se considerar a possibilidade de abuso sexual. A Neisseria gonorrhoeae, o organismo que causa a gonorreia, provoca vulvovaginite gonocócica em meninas que sofreram abusos sexuais. A vaginite relacionada à gonorreia é considerada uma doença sexualmente transmissível. Se testes laboratoriais confirmarem o diagnóstico, as meninas deverão ser examinadas para verificar se ocorreu abuso sexual.

EXAMES
Se você foi diagnosticada com uma infecção fúngica anteriormente, pode tentar o tratamento com produtos vendidos sem receita médica. Entretanto, se os sintomas não desaparecerem por completo em uma semana, entre em contato com seu médico. Muitas outras infecções apresentam sintomas semelhantes.
O médico realizará um exame pélvico. O exame pode identificar áreas sensíveis e vermelhas na vulva ou na vagina.
Um teste com cultura (avaliação microscópica do corrimento vaginal) é geralmente realizado para identificar uma infecção vaginal ou o crescimento excessivo de fungos ou bactérias. Em alguns casos, a cultura do corrimento pode indicar o organismo que está causando a infecção.
Uma biópsia da área irritada pode ser recomendada se não existirem sinais de infecção.

SINTOMAS DE VULVOVAGINITE
Irritação e coceira na região genital
Inflamação (irritação, vermelhidão e inchaço) dos grandes lábios, pequenos lábios e região do períneo
Corrimento vaginal
Odor fétido
Desconforto ou sensação de queimação ao urinar

BUSCANDO AJUDA MÉDICA
Ligue para o seu médico se apresentar sintomas de vulvovaginite ou se a vulvovaginite já diagnosticada não responder ao tratamento.

TRATAMENTO DE VULVOVAGINITE
O tratamento depende da causa da infecção. Possíveis tratamentos:
Antibióticos tomados por via oral ou aplicados à pele
Pomada antifúngica
Pomada antibacteriana
Pomada de cortisona
Anti-histamínicos, se a irritação for causada por uma reação alérgica
Pomada de estrogênio, se a irritação e inflamação forem causadas por baixos níveis de estrogênio
Manter uma higiene adequada é importante e pode ajudar a evitar irritações, principalmente em mulheres com infecções causadas por bactérias encontradas normalmente nas fezes. Banhos de assento podem ser recomendados.
Em geral, permitir que a região genital seja mais ventilada também ajuda. Para isso, você pode:
Usar roupas íntimas de algodão (e não de náilon) ou com forro de algodão. Isso aumenta o fluxo de ar e diminui a umidade.
Retirar a roupa íntima para dormir.
Observação: Se uma infecção sexualmente transmissível for diagnosticada, é de extrema importância que o parceiro sexual também faça o tratamento, mesmo se não apresentar sintomas. Se o parceiro sexual estiver infectado, mas não se tratar, você corre o risco de desenvolver a infecção inúmeras vezes.

EXPECTATIVAS
O tratamento adequado de uma infecção geralmente é muito eficaz.

COMPLICAÇÕES POSSÍVEIS
Desconforto contínuo
Infecção na pele (por coçar demais)
Complicações em função da causa da doença (como gonorreia ou candidíase)

PREVENÇÃO
Usar camisinha nas relações sexuais pode evitar a maioria das infecções vaginais sexualmente transmissíveis. Roupas de tamanho adequado e que absorvem a transpiração, em conjunto com a higiene adequada da região genital, também evitam muitos casos de vulvovaginite não infecciosa.
As crianças devem aprender a limpar corretamente a região genital durante o banho. A limpeza adequada após usar o banheiro também ajuda (as meninas devem sempre realizar a limpeza de frente para trás para impedir a entrada de bactérias do reto na região vaginal).
As mãos devem ser lavadas cuidadosamente antes e depois de se usar o banheiro.
FONTE: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/vulvovaginite