segunda-feira, 21 de outubro de 2013

SEXO ANAL

Basicamente os riscos do sexo anal se dividem em duas categorias:
1. INFECÇÕES: Devido à altíssima concentração de micro-organismos, inclusive alguns que não são encontrados em outras partes do corpo.
2. DANO FÍSICO: O ânus e o reto são estruturas que, apesar de apresentaram alta resistência a micro-organismos, estruturalmente são bem frágeis.

HIV E DOENÇAS INFECCIOSAS:
Não é só pela possibilidade maior de sangramentos que o sexo anal aumenta a chance de transmissão do HIV. Como o reto é a área mais infectada (leia-se: cheia de micro-organismos) do corpo, ele necessita de uma ampla defesa, que não permita a invasão de outros locais por esses patógenos. Assim, é natural que o reto possua uma concentração maior de glóbulos brancos. E no meio deles, estão os linfócitos T, que albergam o vírus.
Além disso, uma das funções do reto é a absorção de fluidos – que, aliás, é a função de todo o intestino grosso, reabsorver a água que sairia nas fezes em excesso. Misturem pequenos rasgos anais com sangramentos com uma concentração elevada de linfócitos T (e de vírus) e uma pitada de uma mucosa altamente absortiva, pegando quase tudo o que tinha o sêmen ali depositado, e temos uma combinação bombástica para a transmissão (bilateral) do vírus.
Sexo anal receptivo sem proteção, como todos devem saber, é a prática sexual mais arriscada em matéria de transmissão do HIV.
Além do HIV, outras doenças podem ser transmitidas através do sexo anal, como o papilomavírus humano, hepatites A, B e C, amebíase, gonorréia, herpes, chato (pois é), sífilis e até tuberculose.
A tênia (Taenia solium), verme que parasita o ser humano, pode causar uma manifestação grave, devido a uma peculiaridade. No seu ciclo de vida, a tênia, no intestino humano, elimina partes de seu corpo chamadas proglotes, que estão cheias de ovos e saem pelas fezes. Caindo no meio ambiente, vão ser ingeridas por porcos, e acabam se tornando uma espécie de semente, chamada cisticerco. Se o ser humano come carne de porco com cisticercos, eles vão se tornar o verme adulto no intestino humano, e o ciclo recomeça.
Porém, a formação de cisticercos não é exclusiva do porco. Se um ser humano acidentalmente ingerir proglotes, elas vão se tornar cisticercos. E no ser humano, podem se alojar no cérebro e causar a chamada neurocisticercose, com direito a convulsões e tudo o mais. Fica o alerta para praticantes do famoso “beijo grego”. Se a(o) parceira(o) não estiver com a higiene em dia, já viu…

HPV E CÂNCER ANAL:
A imensa maioria dos casos de câncer anal ocorre por conta do HPV (papilomavírus humano). Nos últimos 30 anos, a incidência cresceu 160% nos homens e 78% nas mulheres. Mas também o uso de cigarros está bem associado, aumentando em 4 vezes o risco.
Farrah Fawcett e uma famosa apresentadora brasileira que o digam.

DANO FÍSICO:
Pode se manifestar de algumas formas, como trauma ano-retal generalizado, hemorroidas, fissuras anais e prolapso retal (a mucosa do reto acaba se exteriorizando pelo ânus).
Tem como causas principais a penetração forçada sem lubrificante suficiente, à introdução de objetos largos e a sensibilidade diminuída devido ao uso de álcool ou outras drogas.

INCONTINÊNCIA ANAL:
Apesar de pouquíssimo observado, teoricamente é possível a perda do controle esfincteriano, através da inserção de objetos muito largos (como na prática de fisting) e quiçá somente da atividade repetida.
Porém, os estudos na área são controversos. Por exemplo, um dos estudos que tentavam provar a relação entre sexo anal e incontinência incluiu a flatulência no conceito de incontinência, o que torna o resultado completamente inverossímil. Alguns autores recomendam o exercício do músculo PC para diminuir os riscos.

CUIDADOS A SE TOMAR:
Então, como muitos já devem saber, não custa repetir:
 CAMISINHA. Existem inclusive camisinhas mais grossas, especiais para a prática do sexo anal.
 LUBRIFICANTE. Especialmente aqueles à base de água, pois os outros podem danificar o látex e a camisinha rompe.
FONTE: http://papodehomem.com.br/sexo-anal-e-seus-riscos/

SEXO ORAL

Pode até parecer inocente, mas o sexo oral também tem seus perigos. Veja que precauções tomar para não levar um balde de água fria e descobrir que contraiu uma DST depois de uma noite quente.
você sempre tem camisinhas na bolsa e não transaria sem proteção nem se o Ashton Kutcher quisesse. Mas quando o assunto é sexo oral... Bem, aí as coisas mudam um pouco e você não se preocupa tanto em se proteger. As chances são menores mesmo, mas há riscos de você contrair uma DST durante essa prática. A herpes bucal ainda é a mais comum. E o vírus pode se transformar em genital se a boca contaminada entrar em contato com uma parte íntima, diz o ginecologista Eduardo Zlotnik, do Hospital Israelista Albert Einstein, em São Paulo. Para entender bem os riscos, vamos pensar nos dois cenários: quando você faz e quando você recebe o sexo oral. Se você cair de boca sem proteção em um cara que está com algum tipo de doença (aparente ou não), corre 40 vezes mais riscos de se contaminar do que se tivesse se cuidado. Se receber o carinho desprotegida, corre 20 vezes mais riscos. E fica o alerta: nove entre dez homens acham sexy quando a mulher engole o sêmen. Mas essa é outra atitude perigosa e fonte de DSTs. Calma, não é para se apavorar e parar de fazer sexo oral. Não somos loucas de sugerir algo assim. O que você precisa é se proteger (sempre!) e se informar sobre os meios de contaminação e os tratamentos das DSTs mais comuns. Assim, a sua única preocupação vai ser contar orgasmos e não comprimidos!

HEPATITE C:
Você pode se contaminar com o vírus se entrar em contato com a mucosa de uma pessoa infectada. 
SINTOMAS: Assintomática, a hepatite C só é descoberta quando está em estágio avançado e causa cirrose ou câncer de fígado. 
TRATAMENTO: Antivirais injetáveis e orais por seis meses ou um ano. A cura acontece em 60% dos casos.


GIARDÍASE E AMEBÍASE:
Essas doenças são causadas por protozoários e não são originalmente DSTs. Mas há riscos quando você faz sexo anal com um homem contaminado e oral depois. 
SINTOMAS: Dores no estômago, no abdômen, diarreia e febre. 
TRATAMENTO: Remédio antiparasítico por cinco dias.


HERPES GENITAL:
Se o homem estiver com o pênis infectado e você fizer sexo oral nele sem proteção, você pode contrair herpes bucal. Se ele estiver com herpes facial
(na boca, olhos ou nariz) e fizer sexo oral em você, há chances de o vírus se transformar na versão genital e infectar sua vagina ou seu ânus.
SINTOMAS: Ardor e bolhas na pele e nas mucosas. As feridas cicatrizam, mas o vírus fica no corpo e aparece quando a sua resistência estiver baixa.
TRATAMENTO: Antiviral à base de aciclovir em pílulas ou pomadas.


GONORREIA:
Mucosas infeccionadas transmitem essa bactéria do mal que pode contaminar a vagina ou a laringe.
SINTOMAS: Febre, lesões na pele e inflamação na uretra que aparecem de dois a seis dias depois do sexo com alguém com gonorreia.
TRATAMENTO: Antibióticos de dose única. Mas você pode ser contaminada mais de uma vez se, de novo, fizer sexo sem proteção com alguém com essa DST.


AIDS:
A probabilidade de você contrair o vírus fazendo sexo oral é só de 0,04%, mas não vale o risco.
SINTOMAS: No começo, parece com uma gripe: febre, dor muscular, calafrios... Nos estágios mais avançados, é comum que o paciente tenha doenças oportunistas, como pneumonia. 
TRATAMENTO: Não há cura, só controle da proliferação do vírus com coquetel de medicamentos.


SÍFILIS:
Se você tiver contato com o sangue, sêmen ou mucosa de um cara com a doença, é muito provável que pegue sífilis.
SINTOMAS: Três semanas depois da infecção, surge uma ferida com bordas mais altas. Alguns dias depois aparecem mais feridas que podem se espalhar pela pele. Se não for tratada, a sífilis afeta sistema nervoso, ossos e coração.
TRATAMENTO: Injeções de antibiótico à base de penicilina. O tempo e a dosagem variam.


CANDIDÍASE:
Quando sua imunidade está baixa e você toca as mucosas de um homem que está com o fungo, tem altas chances de contrair essa DST que é comum entre as mulheres.
SINTOMAS: Coceira, corrimento branco, incômodo ao fazer xixi e dor para transar. A candídiase bucal causa pontos brancos escamosos que inflamam e nem adianta tentar disfarçar com batom!
TRATAMENTO: Pomadas ou doses de comprimidos antifúngicos por, pelo menos, uma semana.


O QUE VOCÊ DEVE E O QUE NÃO DEVE FAZER NA HORA DO SEXO ORAL
VAI LÁ!
- Use camisinha. Sempre. Sem desculpa. Se o gosto for dos piores, tente as que têm sabor. Na hora de receber sexo oral, aposte na versão feminina.

- Tem intimidade com o gato? Então, converse muito com ele. Normalmente, os homens são mais desligados com a saúde. Se você perceber algo estranho no pênis dele, sugira marcar uma consulta no médico.

MELHOR NÃO!
- Não faça sexo oral se um de vocês tiver qualquer tipo de DST ou ferida ao redor dos órgãos genitais, ânus e boca. Evite contato mesmo com proteção.

- Antes ou logo depois do sexo oral, não escove os dentes. Isso pode provocar ferimentos na mucosa da boca ou sangramentos na gengiva, aumentando a chance de contágio. Melhor mascar um chiclete.
- Evite que o esperma espirre nos seus olhos. Isso transmite doenças também.
FONTE: http://mdemulher.abril.com.br

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

MOLUSCO CONTAGIOSO

O molusco contagioso é uma doença dermatológica causada pelovírus do molusco. Caracteriza-se por tumores cutâneos claros que surgem na pele. É comum em crianças de 0 a 12 anos de idade, embora também aconteça em adultos, podendo, em alguns casos, ser considerada uma doença sexualmente transmissível (DST).

VÍRUS DO MOLUSCO
Grupo: Grupo I (dsDNA,dst)
Família: Poxviridae
Género: Molluscipoxvirus
Espécie: Vírus do Molusco
O vírus do Molusco é um Poxvirus, parente do vírus da varíola. É o maior (300 nanómetros) e mais complexo vírus que infecta o ser humano. O vírus do molusco é de DNA bicatenar (dupla hélice), que se multiplica no citoplasma usando as suas próprias enzimas de replicação de ácidos nucléicos, utilizando apenas os ribossomas e o restante da maquinaria de síntese protéica da célula hospedeira. A sua área de replicação no citoplasma, a chamada fábrica viral, é vísivel ao microscópio óptico.

EPIDEMIOLOGIA
O vírus é transmitido por contato direto. Pode ser transmitido através de contato sexual. Pode, também, ser transmitido pela luta corpo a corpo ou por objetos como toalhas, sendo comum em crianças e em jovens. É comum pessoas com problemas de estresse, de ansiedade ou de diferentes transtornos psicológicos serem portadoras desse vírus , uma vez que essas condições são favoráveis ao vírus.

PROGRESSÃO E SINTOMAS
O vírus infecta células da pele, e tem um período de incubação (após infecção e antes dos sintomas) de 2 a 8 semanas. Surgem então pequenas pápulas que se desenvolvem numa espécie de verrugas (tumores) claras com pedículo, de cerca de 2 milímetros a um centímetro. Podem ser dolorosos ou irritativos, mas frequentemente não o são. Estes tumores têm sempre uma zona central em forma de cratera cheia de uma substância com a consistencia de queijo mole (cratera caseosa) que é facilmente espremida pela compressão dos seus bordos. Contudo esta substância contém vírus e é infecciosa para outras zonas da pele, sendo portanto desaconselhável espremê-las. Aparecem freqüentemente no peito ou nos genitais, mas podem surgir em qualquer zona da pele, em grupos de apenas alguns até tantos como 20.
A doença não tem qualquer perigo e é apenas desconfortável e inestética. O sistema imunitário geralmente elimina o vírus e resolve a condição em alguns meses. A infecção pode ser acompanhada por um período de latência de até 6 meses, no entanto o período de incubação é geralmente de 2 a 8 semanas.
Indivíduos imunocompetes eliminam a virose, podendo levar para isso, de 6 meses a 5 anos. É benigna e não carece de vacinação. Entretanto pode ser um sinal de enfraquecimento do sistema imunológico, sendo casos epidêmicos corporais e principalmente faciais comuns em pessoas com a imunidade muito baixa, como em portadores do vírus HIV, em anêmicos, etc.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstico é por recolha de amostras do tumor e observação microscópica. As células têm inclusões típicas. A cura nunca foi conseguida.
O tratamento não é realmente necessário, porém se o paciente quiser podem ser removidas por curetagem ou com nitrogénio liquido ou iodeto. O tratamento geralmente é fácil e rápido, contudo isso depende do organismo de cada paciente.
Um tratamento alternativo pode ser feito utilizando-se pomadas, cremes e sabonetes à base de Calendula.
Outro tratamento alternativo é feito com óleo essencial de Tea Tree, conhecido também como Melaleuca.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Molusco_contagioso

LINFOGRANULOMA VENÉREO

O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma doença sexualmente transmissível causada pelabactéria Chlamydia trachomatis. Caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele). Seu período de incubação varia de 7 a 30 dias. A transmissão mais frequente dá-se através da relação sexual. O reto de pessoas cronicamente infectadas é reservatório de infecção.

SINONÍMIA
A doença (dst) é conhecida por diversos nome, dentre eles2 3 4 :
Doença de Nicolas-Favre
Mula
Bubão
Bubão climático
Bubão escrofuloso
Bubão d' emblé
Linfogranuloma inguinal
Quarta moléstia venérea
Poroadenite inguinal
Supurada inguinal
Linfogranulomatose inguinal subaguda
Úlcera venérea adrenógena

QUADRO CLÍNICO
O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital de curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma pequena ferida ou como uma elevação da pele. Essa lesão é passageira e, muitas vezes, não é identificada, passando despercebida pelos pacientes.
Após um período de duas a seis semanas, surge um inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas, denominado bubão, que é mais perceptível nos homens. Se esse inchaço não for tratado adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo e formação de feridas que drenam pus.
Entre a contaminação e o surgimento do bubão, podem ocorrer sintomas gerais discretos, como febre e dores musculares e articulares.
Devido à fibrose dos gânglios e consequente dificuldade de drenagem linfática, pode ocorrer a elefantíase dos órgãos genitais. Na mulher, o comprometimento de gânglios ao redor do reto pode levar ao estreitamento retal.

COMPLICAÇÕES
Elefantíase do pênis, escroto, vulva.
Proctite (inflamação do reto) crônica.
Estreitamento do reto.

TRATAMENTO
Como o contágio é feito pela prática sexual, a melhor forma de prevenir-se contra o linfogranuloma venéreo é fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais.
Para o tratamento são utilizados medicamentos à base de antibióticos que, entretanto, não revertem sequelas, tais como o estreitamento do reto e a elefantíase dos órgãos sexuais. Quando necessário, também é feita a aspiração do bubão inguinal. O parceiro também deve ser tratado.

PREVENÇÃO
A prevenção é feita através do uso do preservativo e da higienização dos órgãos sexuais após o coito1 .

VER TAMBÉM
É uma doença que muda o sistema reprodutor da pessoa.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Linfogranuloma_ven%C3%A9reo

HERPES

 
A herpes é uma doença viral recorrente, geralmente benigna, causada pelos vírus Herpes simplex 1 e 2, que afeta principalmente a mucosa da boca ou região genital, mas pode causar graves complicações neurológicas. Não tem cura, mas alguns remédios podem ser utilizados para diminuir os sintomas.

VÍRUS HERPES SIMPLES (HSV) 1 E 2
Grupo: Grupo I (DNA)
Família: Herpesviridae
Subfamília: Alphaherpesvirinae
Gênero: Simplexvirus
Espécie: Herpes simplex vírus 1 (HSV-1)
Espécie: Herpes simplex vírus 2 (HSV-2)
HSV são dois vírus da família dos Herpesvírus, com genoma de DNA bicatenar (dupla hélice) que se multiplicam no núcleo da célula-hóspede, produzindo cerca de 90 proteínas víricas em grandes quantidades. Têm nucleocapsídeo de simetria icosaédrica e envelopebilipídico. Têm a propriedade de infectar alguns tipos de células de forma lítica (destrutiva) e outras de forma latente (hibernante). Os HSV1 e 2 são líticos nas células epiteliais e nos fibroblastos, e latentes nos neurônios, donde são reativados em alturas de fragilidade do indivíduo, como estresse, febre, irradiação solar excessiva, trauma ou terapia com glucocorticóides (corticosteróides). A produção de proteínas víricas pelas células tomadas pelo vírus têm três fases: na primeira, produzem-se as proteínas envolvidas na replicação do seu genoma e essa replicação ocorre; na segunda, há produção de proteínas reguladoras víricas que regulam o metabolismo da célula para maximizar o número de vírions produzíveis; e na terceira, há produção das proteínas do nucleocapsídeo e construção das novas unidades virais, após o qual a célula é destruída pela grande quantidade de vírus que é fabricada.
Os HSV1 e HSV2 são muito semelhantes, mas apresentam algumas diferenças significativas. O HSV1 tem características que o levam a ser particularmente infeccioso e virulento para as células da mucosa oral. O HSV2 tem características de maior virulência e infecciosidade para a mucosa genital. No entanto, o HSV1 também pode causar herpes genital e o HSV2, herpes bucal.

EPIDEMIOLOGIA
São muito frequentes. Em alguns países, especialmente pobres, 90% das pessoas têm anticorpos contra o HSV1, ainda que possam não ter tido sintomas. Um quinto dos adultos terá herpes genital, incluindo a Europa e os Estados Unidos.
O herpes oral, particularmente se causado por HSV1, é uma doença primariamente da infância, transmitida pelo contato direto e pelasaliva. O herpes genital é transmitido pela via sexual.
Dentistas e outros profissionais de saúde que lidam com fluidos bucais estão em risco de contrair infecção dolorosa dos dedos devido ao seu contacto com os doentes.
O vírus tem sido implicado na doença de Alzheimer e mal de Alzheimer vários genes de susceptibilidade à doença, incluindo as principais APOE, Clusterin, complementam um receptor e PICALM estão envolvidos no ciclo de vida do herpes simples como curadora em este banco de dados

PROGRESSÃO E SINTOMAS
Após infecção da mucosa, o vírus multiplica-se produzindo os característicos exantemas (manchas vermelhas inflamatórias) e vesículas (bolhas) dolorosas (causadas talvez mais pela resposta destrutiva necessária do sistema imunitário à invasão). As vesículascontêm líquido muito rico em vírus e a sua ruptura junto à mucosa de outro indivíduo é uma forma de transmissão (contudo também existe vírus nas secreções vaginais e do pênis ou na saliva). Elas desaparecem e reaparecem sem deixar quaisquer marcas ou cicatrizes. É possível que ambos os vírus e ambas as formas coexistam num só indivíduo.
Os episódios agudos secundários são sempre de menor intensidade que o inicial (devido aos linfócitos memória), contudo a doença permanece para toda a vida, ainda que os episódios se tornem menos freqüentes. Muitas infecções e recorrências são assintomáticas.

HERPES ORAL OU LABIAL
A infecção por herpes simples 1 normalmente é oral, mas pode ocorrer da pessoa ter o vírus e apenas eclodir dias, meses ou ate anos depois e produz gengivoestomatite (inflamação das gengivas) e outros sintomas como febre, fadiga e dores de cabeça. O vírus invade os terminais dosneurónios dos nervos sensitivos, infectando latentemente os seus corpos celulares no gânglio nervoso trigeminal (junto ao cérebro). Quando o sistema imunitário elimina o vírus das mucosas, não consegue detectar o vírus quiscente dos neurônios, que volta a ativar-se em períodos de debilidade, como estresse, trauma, imunossupressão ou outras infecções, migrando pelo caminho inverso para a mucosa, e dando origem a novo episódio de herpes oral com exantemas e vesículas dolorosas.
No Brasil, o herpes labial atinge 85% da população, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A sintomatologia aparece em 50% dos portadores do vírus anualmente. Cerca de 5-10% sofrem com mais de seis crises de herpes anuais.
Complicações raras são a queratoconjuntivite do olho que pode levar à cegueira e à encefalite. Esta cursa com multiplicação do vírus no cérebro, especialmente nos lobos temporais com convulsões, anormalidades neurológicas e psiquiátricas. É altamente letal, e 70% dos casos resultam em morte, apenas 20% dos sobreviventes não apresentam sequelas neurológicas. Raramente é causada pelo HSV2.
Algumas plantas medicinais podem ser usadas no combate aos sintomas do herpes labial. Os óleos essenciais de melissa têm sido descritos como eficazes no combate ao vírus. Praparações à base de óleos essenciais de tomilho, manjerona, junípero dentre outras também podem auxiliar no combate à doença1 .
Medicamentos alopáticos para o herpes labial incluem cremes e pomadas à base de aciclovir. Outros antivirais que podem ser usados são o valaciclovir, o penciclovir e famciclovir2 . É sempre importante consultar seu medico ou seu dentista antes do uso de qualquer medicamento, seja ele fitoterápico ou não.

HERPES GENITAL
A infecção com o herpes simples 2 é semelhante (10% dos casos são por HSV1, o que se atribui ao aumento da prática do sexo oral). Há infecção da mucosa genital, no homem na glande do pênis, na mulher na vulva ou vagina, com exantemas e sensibilidade dolorosa. Também pode ocorrer no ânus. Outros sintomas são febre, mal-estar, dores musculares e de cabeça, dores ao urinar e corrimento vaginal ou da uretra no pênis. A maioria das infecções no entanto é assintomática.
Simultaneamente ocorre a invasão dos neurônios sensitivos com migração no interior dos axônios para os corpos celulares nos gânglios nervosos lambosacrais. Aí ficam em estado de latência sem se reproduzir, indetectáveis enquanto os virions ativos da mucosa são destruídos pela resposta citotóxica imunitária. Após período de debilidade voltam a migrar pelos axônios para a mucosa e estabelecem novo episódio doloroso típico. As recorrências podem ser de todos os meses a raras.
Os episódios de recorrência são menos intensos e freqüentemente antes da erupção das vesículas há irritação (comichão) da mucosa. O vírus é transmitido mesmo na ausência de sintomas.
As complicações são mais raras e mais moderadas quando ocorrem somente na forma labial. Um tipo de complicação específico do HSV2 é a meningite, que é pouco perigosa, sendo a encefalite muito rara. Contudo, se a mãe infecta o recém-nascido via ascensão pelo útero na gravidez ou no nascimento, a infecção é especialmente virulenta, devido ao sistema imunitário ainda pouco eficaz do bebê. A mortalidade e probabilidade de deficiências mentais são significativas, apesar de ocorrer numa minoria dos casos.

OUTRAS MANIFESTAÇÕES
A faringite herpética causa em jovens adultos dores de garganta.
A infecção dos dedos em profissionais de saúde é dolorosa e adquirida pelo manuseio sem luvas das áreas infectadas de doentes.
A Herpes do Gladiador é uma infecção disseminada na pele (adquirida por vezes na luta corpo a corpo daí o nome).
E é uma doença que traz muitos incômodos e não tem cura. Apenas remédios para diminuir os sintomas.

POSSÍVEL LIGAÇÃO COM O MAL DE ALZHEIMER
Durante uma pesquisa feita no Reino Unido pela Universidade de Manchester, cientistas sugeriram uma ligação entre o vírus do herpes e o Mal de Alzheimer.
Na pesquisa os cientistas infectaram uma cultura de células do cérebro com o vírus HSV-1 e verificou-se um grande aumento na quantidade de proteína beta amilóide, proteína esta que forma placas no cérebro de doentes de Alzheimer destruindo os neurónios.
Em experiência paralela, os pesquisadores examinaram partes do cérebro de doentes que faleceram na decorrência de Alzheimer e detectaram o material genético do vírus do herpes acumulado sobre as placas de proteína beta amilóide.
Em pesquisas anteriores já se havia sugerido que o vírus HSV-1 era encontrado em 70% dos cérebros dos doentes com Alzheimer.
É possível que esta descoberta possa abrir caminho para a criação de uma vacina que previna o mal de Alzheimer.
"O Alzheimer é disparado por vários factores e a nossa pesquisa aponta que uma série de mutações genéticas e o vírus do herpes podem estar contribuindo para a doença. No futuro, as pessoas poderão ser imunizadas contra o vírus HSV-1, o que poderia ajudar na prevenção da doença degenerativa". Ruth Itzhaki, líder da pesquisa.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Na maior parte dos casos o simples exame clínico permite ao médico diagnosticar o herpes. Em casos mais complexos ou menos evidentes o vírus é recolhido de pústulas e cultivado em meios com células vivas de animais. A observação pelo microscópio destas culturas revela inclusões virais típicas nas células. Na encefalite viral pode ser necessário obter amostras por biópsia.
Não há tratamento definitivo, embora alguns fármacos possam reduzir os sintomas e o risco de complicações.

DONOVANOSE

A Donovanose (ou Granuloma Inguinale) é uma doença sexualmente transmissívelocasionada pela Klebsiella granulomatis (anteriormente denominada Donovania graulomatis e posteriormente Claymmatobacterium granulomatis).1
Caracteriza-se pela presença de úlceras genitais.
Trata-se de afecção endêmica em áreas subdesenvolvidas como Índia, Sudeste Asiático,África do Sul, Caribe, Brasil e Papua Nova-Guiné.

HISTÓRICO
A primeira descrição da doença data de 1882 em Madra, Índia. Em 1905, o médico irlandêsCharles Donovan descreveu a presença de microorganismos intracelulares no material de úlceras, sendo a doença denominada donovanose em homenagem a ele.2

APRESENTAÇÃO CLÍNICA
A maioria das pessoas infectadas desenvolve a doença em até 6 semanas após a exposição. No entanto, o período de incubação pode variar de 6 a 12 meses.
Após a inoculação, desenvolvem-se um ou mais nódulos subcutâneos, que aumentam de tamanho e necrosam, levando a úlceras caracteristicamente indolores, de base limpa e bordas bem demarcadas.
Cerca de 6% das lesões são extragenitais.

DIAGNÓSTICO
A K. granulomatis é de difícil isolamento em meios de cultura. Dessa forma, firma-se o diagnóstico através obtenção de material da úlcera e visualização dos corpúsculos de Donovan, que correspondem às bactérias no interior dos macrófagos.
Deve-se fazer o diagnóstico diferencial com outras causas de úlceras genitais.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Donovanose

CANCRO MOLE

O cancro mole,1 úlcera mole venérea2 ou cancroide é uma doença sexualmente transmissível (DST), causada pela bactéria Hemophilus ducreyi. O cancro mole não é uma neoplasia, ou seja, não é cancro/câncer, mas sim uma doença infecciosa.

PROGRESSÃO E SINTOMAS
Após a relação sexual que transmite a doença, demora entre um dia e duas semanas até aparecer o cancro mole, normalmente naglande do pênis, escroto ou lados do pênis no homem, ou nos lábios maiores ou menores da vulva na mulher. No homem costumam ser apenas 1 ou 2 dias, mas na mulher podem ser até quatro dias, mas com menos sintomas.
O cancro mole é uma úlcera dolorosa, com cerca de 3-50 milímetros, que sangra facilmente, ocorrendo na região genital. Os seus bordos são irregulares, mas bem definidos contra a pele normal. A base apresenta um material amarelado-esverdeado purulento.
Os gânglios linfáticos regionais (inguinais) ficam, em um terço dos casos, inchados e facilmente palpáveis. Nos estágios avançados não tratados podem irromper na pele drenando pus.
O cancro mole da Haemophilus. ducreyi é distinguido do cancro duro e da sífilis pela sua fraca consistência.

DIAGNÓSTICO
Amostras recolhidas diretamente do cancro mole são analisadas após cultura em meio especial com o microscópio e técnicas debioquímica.

TRATAMENTO
O Hemophilus.ducreyi é sensível a antibióticos como sulfonamidas, estreptomicina e tetraciclinas.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cancro_mole